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terça-feira, 6 de março de 2012

Níveis do Reiki

Níveis do Reiki

Reiki I
No Reiki I, a pessoa passa por um processo de limpeza que pode durar 21 dias. A pessoa pode sentir dores inexistentes, sentimentos como: ansiedade, angústia, etc. Este processo é temporário e varia de pessoa para pessoa. Outros passam 21 dias de limpeza sem dores ou qualquer sentimento estranho. É aconselhável que, ao se formar no Reiki I, as primeiras aplicações sejam feitas em si mesmo para poder sentir e vivenciar o reiki.
Com o reiki I, você pode energizar plantas, animais, remédios, cristais e objetos em geral. A duração das aplicações de reiki I é de 10 minutos ou mais em cada posição.


Reiki II
Para a pessoa passar para o nível 2, é preciso ter experiência na prática do reiki. O nível 2 trabalha os aspectos emocionais da pessoa, permitindo uma ligação profunda com a energia cósmica.
Novamente a pessoa passa por 21 dias de limpeza, para que o karma da pessoa seja liberto e purificado de energias bloqueadas e negativas. São entregues 3 símbolos (mantras e yantras) de muito poder. Esses símbolos são secretos e só podem ser conhecidos pelos praticantes do reiki. Cada um deles tem uma função especial.
O primeiro, tem um poder muito forte de limpeza. Limpa ambientes, pessoas e objetos.
O segundo, age na parte emocional, trazendo à tona todos os sentimentos negativos. É importante usar os símbolos na seqüência certa, no caso 2 e 1. Por exemplo, o símbolo 2 para trazer a tona as energias negativas e o símbolo 1 para limpar.
O símbolo 3 permite atravessarmos a barreira do tempo, ou seja, passado e futuro. O símbolo pode ser usado para energizar pessoas à distância.


Reiki III
É necessário que a pessoa tenha um conhecimento profundo do reiki. Nesta etapa a pessoa passa por um processo de grande transformação mental. Neste nível é entregue mais um símbolo, que permite o praticante a curar em massa. Ele aumenta 100 vezes o poder de cura, diminuindo a duração de aplicação do reiki II pela metade. A pessoa passa novamente pelo processo de 21 dias de limpeza.


Mestrado
No mestrado é atingido a realização plena do ser, permitindo o praticante a iniciar outras pessoas na prática do reiki.

HISTÓRIA DO REIKI - MIKAO USUI

HISTÓRIA DO REIKI - MIKAO USUI
Mikao Usui era, entre outras coisas, um monge budista. Nasceu no Japão em 15 de Agosto de 1865 numa pequena vila designada Taniai, Distrito de Yamagata, Perfeitura de Gifu.
Segundo as investigações de Frank Arjava Petter, reveladas no seu livro em parceria com Walter Lubeck e William Rand, "The Spirit of Reiki", Usui estudou Kiko (a versão japonesa do Chi Kung - uma arte oriunda da China para melhorar a saúde através de meditação, exercícios de respiração e exercícios em movimento) quando era jovem, num templo de Budismo Tendai, no monte Kurama, Norte de Kyoto.
Nas práticas do Kiko usa-se a própria energia vital para a cura de outras pessoas, ficando o dador dessa energia, desvitalizado. Algo que não terá agradado a Mikao Usui e que lhe terá feito nascer a semente daquilo que hoje conhecemos como Reiki.
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Mikao Usui (1865-1926)
Segundo William Rand (no mesmo livro), Usui viajou depois por todo o Japão, China e Europa em busca de conhecimento nas áreas da medicina, psicologia, religião e desenvolvimento espiritual. Numa dessas etapas, juntou-se a um grupo designado Rei Jyutu Ka, onde a sua formação acerca do mundo espiritual foram fortificadas. Todo o intenso e continuado interesse no conhecimento teram criado as fundações da incrível bênção que deixou à humanidade.
A sua formação e clareza mental ajudaram-no a conseguir um emprego como secretário de Shinpei Goto, então responsável de um Departamento de Saúde e Bem Estar e mais tarde Presidente de Kyoto. Ali, Usui conheceu muitas pessoas influentes de todo o Japão tendo iniciado um negócio por conta própria com bastante sucesso.
Em 1914, o negócio começou a correr mal e Usui decidiu tornar-se monge budista. Voltou mais tarde ao Monte Kurama, onde tinha estado a estudar Kiko quando era jovem.
Usui iniciou então um retiro de 21 dias onde jejuou, cantou, orou e meditou. Uma dessas meditações poderá ter sido ficar debaixo de uma cascata do Monte Kurama com a água a cair sobre a cabeça para abrir e purificar o chakra da coroa, uma prática que é efectuada ainda hoje pelos monges do Templo Kurama.
No final do retiro em Março de 1922, Mikao Usui teve a sua experiência de Satori (Iluminação), onde ficou a saber de que forma sintonizar a Energia Vital Individual (Ki), com a Energia Vital Universal (Rei), aplicando a segunda para a cura, sem prejuízo da primeira. Usui testou então essa sintonia em si próprio e depois com a sua família tendo aberto em Abril de 1922 a escola que ainda hoje existe, Usui Reiki Ryoho Gakkai em Tokyo.

JORGE PORTUGAL

Mais uma Etapa Começa na Minha Estória Pessoal.

Terapias e Terapeutas: a sua origem judáica.
As palavras terapia e terapeuta fazem parte do nosso vocabulário corriqueiro; terapia é o processo de cura enquanto um terapeuta é a pessoa ou o agente de cura. O dicionário Aurélio define a terapêutica como "parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar as doenças".
Na sua origem os terapeutas não eram médicos; eram membros de uma escola judáica, o mesmo título que o dos Essênios, que existia antes e durante a época de Jesus. Era espalhada em várias regiões do mundo, sendo o centro mais expressivo situado no Egito, em Alexandria. A sua vida é descrita pelo filósofo e rabino grego, Filon de Alexandria cuja tradução em português com comentários está sendo publicada pela Editora Vozes a partir do livro de Jean-Yves Leloup intitulado "Cuidar do ser". Pois é disto que se trata; eles cuidam do ser. Filon os descreve como sendo filósofos cuja profissão é superior a dos médicos pois a medicina comum às cidades daquela época "só cuida do corpo, enquanto a outra cuida também do psiquismo (psukas), preso por estas doenças penosas e difíceis de curar que são o apego ao prazer, a desorientação do desejo, a tristeza, as fobias, as invejas, a ignorância, o desajustamento ao que é e a multidão infinita das outras patologias (pathon) e sofrimentos". Eles se aproximariam mais dos nossos psicoterapeutas se não fosse o seu alto grau de desenvolvimento e evolução espiritual que faz deles seres plenos de aspiração divina, de lucidez de desapego completo por bens materiais e de "entusiasmo" que os leva a uma vida contemplativa, porém com prudência e sabedoria.
Tudo indica que a etimologia da palavra terapia se encontra além do grego, na língua hebraica. Quem levanta esta tese é um rabino contemporâneo Marc-Alain Ouaknin que acaba de publicar uma introdução à meditação hebraica. O autor nos mostra que a palavra hebraica Teroupha significa cura; Ele ressalta a analogia fonética entre Terapia e Teroupha, e consagra um capítulo inteiro sobre este assunto. Através de uma análise fonética mais aprofundada, que não cabe aqui, este rabino faz um paralelo com a psicanálise, mostrando que uma das interpretações dadas é desligar a palavra presa por não ter mais espaço para se expressar, o que dá origem a neurose e o conseqüente sofrimento. Se trata de desatar um nó. 
Assim sendo, podemos constatar que já na época de Alexandria havia uma distinção entre medicina do corpo e medicina psicossomática e espiritual. A história se repete...

Uma das perguntas que podemos nos fazer é referente à semelhança entre a prática de cura de Jesus e a contemporaneidade da Escola dos Terapeutas. Terá sido Jesus formado nesta escola judaica? Era Jesus um Terapeuta? É o que vamos examinar a seguir. 
Exame dos fatos essenciais sustentando esta hipótese.

Há certos pormenores essenciais a respeito da vida de Jesus e da sua origem que foram um tanto relegados ao esquecimento por razões que não cabe discutir aqui; me refiro particularmente ao fato de que Jesus era judeu e considerado como rabino pelos seus discípulos. O seu nome era judaico, Yeshoua Ben Iossef; a sua mãe Maria se chamava na realidade Míriam. 
Dentro deste contexto pode melhor entender a vida de Jesus e fazer algumas hipótese plausíveis a respeito da sua formação e influências recebidas neste misterioso período entre a sua adolescência e maturidade. O nosso objetivo aqui é examinar a hipótese que nos ocorreu há muito tempo quando lemos a primeira tradução da obra de Filon de Alexandria intitulada como já o vimos: Os Terapeutas.
A nossa hipótese é de que Jesus, entre outras influências possíveis, foi iniciado pelos Terapeutas, cuja maior escola se encontrava no Egito, em Alexandria. Vamos enumerar os fatos que nos levam a emitir esta hipótese. É claro que o espaço de um artigo não é suficiente para uma ampla demonstração da plausibilidade de nossa hipótese. Pessoas mais competentes poderão fazer de modo mais adequado; é o nosso voto.
Jesus era contemporâneo da Escola dos terapeutas pois era contemporâneo de Filon de Alexandria. Filon nasceu entre 20 e 10 antes da nossa era e morreu entre 39 e 40 depois do início da nossa era. 
Os pais de Jesus tinham relações com Judeus do Egito, já que é para lá que se refugiaram com o menino ameaçado de morte pelo governador romano. Seria bastante razoável que, diante das capacidades espirituais e da sabedoria precoce deste menino que surpreendeu os rabinos, os pais tenham sido aconselhados pelos mesmos rabinos a se aperfeiçoar nos Terapeutas. 
Jesus de fato curava e mesmo realizava curas vistas como milagrosas. Uma das sua últimas recomendações para os seus discípulos foi de curar pelas mãos. É o único carisma que ele recomendou desenvolver. Ora sabemos hoje, através da observação de pessoas que possuem o dom de curar, que elas fazem isto em estado de amor; isto é, que o que realmente cura, é a energia amorosa. O artigo 12 do tratado de Filon de Alexandria diz textualmente: "Os que se tornam terapeutas não os fazem movidos pelo hábito nem pela exortação ou solicitação de outrem, mas num impulso de amor divino". 
Aliás toda a vida dos Terapeutas está cheia de semelhanças com o que Jesus recomendava, a tal ponto que os Padres do Deserto e Orígenes se inspiraram desta escola, considerada também como a fonte ou origem dos monastérios hesychastes da Igreja Ortodoxa.
Entre os ritos figuram danças sagradas, tais como existiam e são descritos no antigo testamento no tempo de Moisés. Homens e mulheres cantavam e dançavam louvores ao Eterno, ao Ser. Existe um texto apócrifo de João descrevendo Jesus dançando com os seus discípulos antes da sua despedida. 
Mesmo se a nossa hipótese não for confirmada, restará o fato de que Jesus foi um grande Terapeuta, pois além de cuidar do sofrimento físico alheio, procurou realizar a Terapia de toda a humanidade, através da sua constante recomendação de alcançar o nível Transpessoal da consciência que ele chamava de "Reino do Pai". E para alcançar este reino, um mandamento bastava: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".